10 de agosto de 2012

Chances

A verdade é que eu sou ridícula. Quando eu finalmente resolvo te esquecer e seguir em frente, você vem, me dá um abraço, e conversa comigo como se nada tivesse acontecido. Como se você não tivesse me deixado sozinha no último sábado, nem tivesse me dado aquele fora monstro na frente das minhas amigas. Aí eu lembro que não guardo nada, nem nomes, nem notas fiscais - quanto mais rancor. E raiva. Pois é, raiva. O amor que eu sentia por você no passado, agora anda ao lado do ódio, e isso não é bom. Porque, assim como o meu amor por você dói, o ódio também dói. Porque quando você vem me dar oi e esse ódio passa - e consequentemente eu acabo esquecendo de tudo o que você me fez -, eu resolvo te dar mais uma chance. Uma chance pra você acordar e, poxa vida! Fazer as coisas certas dessa vez. E aí, nessa milionésima chance que eu te dou, eu torço para que dessa vez você comece a me tratar bem e me valorizar, só que, mais uma vez, você erra. Dá mancada, me machuca, me decepciona. Pois é, mais uma vez. E todo aquele ódio de antes volta, só que ainda mais forte que da última vez. Até você vir me abraçar e conversar comigo, como se, novamente, nada tivesse acontecido. E é automático; eu resolvo te dar mais uma chance pra ver se você acerta, e isso tudo se torna um ciclo vicioso. E sabe o que mais? A verdade mesmo é que, apesar de tudo, eu não consigo nem ao menos te odiar. Nem um pouquinho, nem por um segundo. Pois, não importa o que você faça comigo, eu simplesmente não posso te perder ou te deixar ir.

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