4 de outubro de 2012

Cor-ação

Porque não basta querer viver um grande amor. É preciso lutar para que ele aconteça!

Não tenho dúvidas: atitude é tudo. Essa história de que, se for pra acontecer, vai acontecer, já era. Minha avó dizia isso. Mas, sinceramente, sabe o que eu penso? Se for pra acontecer, vá lá e faça acontecer. Corra contra o tempo, contra o vento, mas tente. Seja cuidados e, se der errado, tudo bem. Vai por mim: um passado cheio de tentativas ainda é melhor do que um passado cheio de pendências. É a vida.

Sentir é fácil demais. Qualquer um pode. Amar é que precisa de disposição, dedicação e aceitação. Todo santo dia. Sentir todo mundo sente. Já o amor, esse é só pra quem é corajoso e não tem medo do que pode acontecer depois. Para aquelas pessoas que realmente vivem de dentro para fora e não dão a mínima para o que vão pensar ou dizer. Entende? É um risco que, quando a gente corre, tudo acontece. Até ser feliz.

E essa tal felicidade acontece em um lugarzinho onde pouquíssima pessoas conseguem alcançar. Lá, como a gente dizia na primeira série, bem no fundo do nosso coração. Essa realização tem um pouquinho a ver com encontrar ou ser alguém que faça aquelas coisas complicadas terem um pouco mais de sentido ou, sei lá, não importarem tanto quanto antes. De ser, quando se está por perto, aquela pessoa que a gente só consegue ser quando está todo mundo muito longe.

Precisamos entende, de uma vez por todas, que nossos sentimentos não dão a mínima para o relógio. Eles simplesmente ignoram o tempo, indo e vindo quando chega a hora certa para tudo acontecer. Mas nem sempre essa hora parece de cara a melhor, né? Eu sei como é! Já demorei séculos para perceber que o destino estava, na verdade, conspirando ao meu favor. Estava deixando espaço para quem realmente merecia minha atenção. Mas isso a gente aprende devagar. Ou não aprende nunca.

Existe sempre aquele cara que consegue te entender sem esforço, sem reforço. Aquele que sem grandes presentes ou promessas, toda noite antes de dormir, te faz pensar em cada (talvez possível) momento feliz. É raro. Às vezes, caro. Mas do que valo todo o tempo e sucesso do mundo se a única pessoa com quem você gostaria de compartilhar esse sentimento nem se importa mais? Aprenda a valorizar pessoas especiais. Principalmente aquelas que fazem você se sentir especial. Enquanto isso continuar acontecendo aí dentro, ainda não será tarde demais.

O recado de hoje é esse. Chega logo dessa coisa de deixar pra depois. As borboletas vão entrar em extinção se a gente continuar cultivando jardins artificiais. Aprendi bem cedo na escola que as flores de verdade estragam com o tempo e as estações mudam quatro vezes por ano. Por que tô dizendo tudo isso? É que não adianta só saber o que quer.

Fora dos nossos filme e seriados prediletos, na vida real, se queremos muito alguma coisa ou alguém, temos mesmo é que correr atrás e fazer acontecer. Quando tentamos, deixamos bem claro para o destino o que esperamos que ele faça lá na frente. Ou quem sabe, com sorte e um cupido bonzinho, agora.

Bruna Vieira


Ps.: Esse é o primeiro texto da linda da Bruna na revista Capricho! Sucesso Bru, você merece! =)

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