24 de maio de 2013

(500) days of summer


Hoje, posso dizer que finalmente tive a oportunidade de assistir ao filme (500) Days Of Summer. Muitas pessoas sabiam: eu estava com vontade de assistir esse filme há tempos, mas nunca conseguia achar por aí ou baixar no computador. A história sempre foi curiosa para mim, e os atores principais são os meus preferidos. Parecia mesmo ser o filme perfeito, o meu favorito antes mesmo de eu assistir pela primeira vez.

Pois então. Assisti. E o fato de ser totalmente diferente de todos os outros filmes que vemos por aí, me pegou. Não estou aqui para dar spoilers, apesar de que a grande maioria já deve ter assistido. Mas devo garantir: esse filme é tudo, menos clichê. E por ter me feito pensar tanto, já pode ter certeza aí que é diferente. Não é previsível, as coisas não acontecem de certo modo como sempre imaginamos que irá acontecer. Enquanto ele rodava, fui pensando nas coisas que poderiam dar ao fim, mas nada. Não foi como eu esperava.

Se me surpreendeu ou me decepcionou? Não sei dizer. Eu gostei, curti, adorei até. A obra é realmente muito boa, a fotografia é ótima, os atores e os personagens, a história em si. Mas não sei. Acho que eu só estranhei mesmo ter assistido pela primeira vez, um filme com um final feliz um tanto diferente. Lembrando que o narrador já avisa no começo: é a história de um cara que conhece uma garota. Não uma história de amor. Simples, não?

E esse é justamente o ponto que vem martelando na minha cabeça desde que os créditos subiram. É tão simples. As pessoas que complicam. A Summer não gostava dele, ok. Ele era completamente apaixonado por ela, mas e aí? Ela não é obrigada a ficar com ele para sempre, e ele não tem que aceitar todo o sofrimento que ela proporciona à ele. Claro que, para ficarem juntos, mesmo como amigos, os dois tinham que se entender e se aceitar. Mas e se não desse certo? Porque, não queria contar não, mas não deu. Não sei de qual lado dessa história eu fico, estou em cima do muro e pensando se as tantas vezes que a Summer avisou que somente queria amizade, foram essenciais ou inúteis. Acho que estou me enrolando cada vez mais.

O fato é: acho que o destino realmente existe. Se essa é a minha conclusão de tudo isso? Não sei. Só sei que esse negócio de relacionamento é demais para a minha cabeça, quem dirá para as cabeças que já tiveram um para contar história. Às vezes é pra ser, às vezes não é. Sofrer é normal e chorar é bom em momentos como esse, mas seguir em frente é o melhor caminho. E, geralmente, o único. Não adianta bater pé, esmurrar a porta e tentar insistir em algo que não vai dar. Ou que vai dar. O que estou tentando dizer, é que a simplicidade é fundamental em tudo. Complicar para quê se a vida já é complexa o suficiente?

Amores muitas vezes não dão certo, e nenhum sentimento é igual ao outro. Hoje você pode ter certeza de que só aquela pessoa pode te fazer feliz, amanhã pode olhar no espelho e achar outra que também é capaz disso. Ou senão pode falar que nunca mais vai se apaixonar, e então ter uma aliança no seu dedo no dia seguinte; de alguém que te dá uma certeza que você nunca teve antes com ninguém. As coisas acontecem. A vida é louca, mesmo. O negócio é entender. E deixar passar. Complicar nunca vai adiantar em nada e só vai aumentar o nó. Conseguiu pegar o meu raciocínio? Para isso que o destino existe. Ele às vezes dá uma bagunçada legal nas coisas, mas ele também é como o tempo. Se você deixá-lo agir, ele sempre arruma tudo. Até porque, ele passa né? E depois do verão, sempre vem o outono.

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