21 de maio de 2013

Mudanças


Arrumei o meu quarto hoje. Limpei, mudei algumas coisas de lugar, aspirei e joguei umas coisas fora. A mudança foi em um cômodo, mas sinto ela na minha vida. Desde que aquele último amor se foi, muita coisa mudou. Arranjei um trabalho. Cortei o cabelo. Entrei na faculdade. Arranjei um novo amor. Pior - por incrível que pareça - que o outro. Acho que só esse segundo mesmo que me fez esquecer de verdade o antigo. As coisas mudaram. Eu mudei. O mundo girou e, quando eu pensei que ele estava finalmente se ajeitando, só agora que ele começou a ficar de cabeça pra baixo.

Parece que quando as coisas estão boas e finalmente me fazendo bem, tudo muda de rumo. Um novo sentimento me invadiu, junto com a antiga insegurança e as dores que eu já estava acostumada. As pessoas são diferentes, mas a sensação continua a mesma. Aquela sensação de nunca ser boa o suficiente, de ter medo de perder e mais medo ainda de sofrer por saber que a pessoa nem ao menos é sua para você perdê-la. E então você começa a se importar mais com a felicidade da pessoa do que com a sua e, qualquer decepção que ela provoca, você releva e perdoa. Porque ela vai mudar. Dessa vez vai, afinal, ela prometeu.

Mas não, ela nunca muda. Ela nunca te dá o valor necessário e continua sempre te magoando, apesar de afirmar para os sete mundos que gosta de verdade de você. E é essa a sensação que me domina agora. A mesma que eu sentia há um tempo atrás, mas que então percebi que não valia a pena ficar assim, e acabei com tudo. Sim, eu aprendi a me aceitar, me valorizar e querer apenas pessoas que me faziam bem por perto. Mas então você era uma delas. E se tornou uma daquelas - idiotas que me fazem sentir essa sensação horrível.

Mas dessa vez não vai ser como das outras vezes. Eu demorei tanto para aprender e colocar em prática os conselhos, ajudas e até aprendizados próprios. Vou pegar um atalho dessa vez, viu? Vou me livrar de tudo o que me faz mal, mesmo que tenha que me livrar de coisa/gente importante. Não me faz bem? Pode ir pra longe de mim. Tenho a mim mesma, e é isso que importa.

Ah, mais uma coisa. Vou aprender a valorizar quem me valoriza. Nem que seja na marra. Afinal, tem sempre alguém por aí que nos daria o mundo, e a gente nem percebe. E quando percebe, não liga. E quando liga, a pessoa não sente isso tudo, e o que ela diz é uma mentira. Mas eu também vou mudar esse jogo. Agora as coisas estão comigo. E se é aprendendo que se vive a vida... Vamos lá. Viver, afinal.


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