5 de setembro de 2013

Mais uma escrita em cinco minutos


Eu não aceito mais uma palavra venenosa, nem nenhum legado que não contenha otimismo em sua fórmula. Mesmo que pareça um texto sem sentido, digo que devo me apressar contra os gigantes que me aparecem todos os dias. Não se trata de acordar diferente tentando ser uma “metamorfose ambulante”, se é necessário comparações, comparo com o Big Bang, que de um prego surgiu o universo. Metamorfoses ambulantes, sério mesmo? Esse tipo de ideia sempre martelou minha cabeça como um X que se forma no trapézio da nossa mente, até que depois de ciclos viciosos eu descobri que não precisamos de referência nenhuma para pelo menos ser alguma coisa. Alguns dizem que a humanidade é como uma criança instintiva alimentando a própria carne, eu digo que um instinto adorador é quem está enfermo em nós. 

Li esses tempos um artigo de uma revista de matemática (você já leu uma revista sobre matemática?) que dizia que o matemático contém o mesmo DNA de um filósofo, que talvez e só talvez, tudo seja uma questão de reflexão (e não ponto de vista, mas essa parte concluí por mim só). A revista (ou o autor) dizia que um matemático refaz a pergunta até que possa respondê-la, como um literato que relê o mesmo texto e nunca se sente o mesmo depois de ter assassinado anteriormente o novo personagem preferido.

Então quer dizer que tudo é vulnerável e flexível? Não, quero dizer que tudo é praticamente… Impossível. E acasos, que tanto são taxados como “respostas universais”, não passam de possibilidades bem calculadas. Não sejamos metamorfoses ambulantes, sejamos parapeitos sinceros, e somente sinceros. Amor, paz, lealdade… Ok! Agora calcule a verdade e a sinceridade em uma era que para sempre viverá em um mero processo histórico, segundo economistas, críticos, âncoras, menos os historiadores, que vivem da própria história. Só não se esqueça que o magricela Davi que se apressou contra o gigante, virou Rei.    

E nessa sinceridade, nessa impossibilidade, nessa confusão que nem sei onde dá, aceitei que somos instintivamente milagres. 


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