7 de novembro de 2013

Reticências: A amizade mais linda desse mundo


Sabe, algumas coisas na vida acontecem sem explicação e da noite pro dia. 
Éramos como carne e unha. Não nos separávamos por nada nesse mundo e de repente...  

Dói lembrar dos momentos que passamos e ver que não existe nada agora, nadinha.

Nos conhecemos na 2ª série, quando ela perguntou o meu nome, e então, dali surgiu a amizade mais pura que já existiu. 

Morávamos no mesmo bairro, e para melhorar, há umas 4 casas de distância. Andávamos de bicicleta, fazíamos brigadeiro, ela me ensinou a fazer arroz, dormíamos todo o fim de semana uma na casa da outra...  

Mas, como o tempo é cruel, não é? 

Conforme os tempos foram passando, a idade aumentando, responsabilidades crescendo, acabamos que não conseguíamos mais tempo para nós, para nossa amizade.

Pelo caminho que estávamos indo não dava mais para continuar. Brigas foram surgindo, ligações não foram mais feitas, números de telefones perdidos, nem mensagens eram mais enviadas.  E adivinhem, acabou.

Por um lado foi triste, é triste, ainda não consigo suportar quando penso o que éramos. Mas, ao contrário do que muitos imaginam, foi bom.  Agora ela segue o caminho dela, e eu o meu. Foi um ciclo encerrado. Um ciclo que me orgulho de ter passado. Um ciclo que... Ah, caramba, estou chorando! 

Tudo bem, tudo bem, eu confesso que não superei, literalmente! Penso nisso e choro... Ai, meu deus!

Ela foi importante para mim, e ainda é. A melhor amiga que todas as mulheres sonham em ter...

O tempo e destino são coisas que o ser humano nunca vai conseguir decifrar. São coisas absurdamente obscuras, podem trazer o mau ou o bem, no meu caso, trouxe as duas coisas, unidas. E, foram essas coisas unidas que fizeram com que a amizade mais linda desse mundo acabasse. Simples assim. 

E agora, já posso dizer que estou confusa entre amar e não amar o tempo e o destino?


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