19 de maio de 2014

dreams don't work unless you do


Encontrei a frase perfeita para uma futura tatuagem. Ela me define, mostra quem é a verdadeira Larissa em apenas algumas palavras. Porque em 5 meses, eu percebi que quem acredita e vai atrás do que quer, não quebra a cara jamais. Talvez uma ou duas vezes, mas tudo isso serve para a felicidade que vem depois. Não erraram quando falaram que depois da tempestade, vem a calmaria.

Sinto falta de Itanhaém, da minha antiga rotina, da minha vida no litoral e de todos os meus amigos. Sinto falta até mesmo da minha antiga escola, e olha que era um lugar que eu reclamava muito por estar. Sinto falta da minha família e sempre penso que poderia ter aproveitado mais com todos os que tenho saudade. Talvez os estudos tenham atrapalhado um pouco, mas eu não me arrependo, sabe? Todos os dias indo atrás do que eu queria valeram a pena pelo simples fato de que estou finalmente vivendo as coisas que quis.


A gente sempre quer as coisas e, depois que consegue, acaba deixando para trás. É aquela velha história de só dar valor depois que perde, sabe? Hoje eu vejo o quanto eu gosto da cidade que eu morava, e de tanta coisa lá... Não que eu tenha perdido, e isso me alivia um pouco. É por essa e outras que estava descendo quase toda semana. Nessa foto eu tô com umas amigas num show, consegui ver muita gente que não via há muito, muito tempo. 


Aí você vai, mata as saudades e volta chorando como uma criancinha de 5 anos (meu caso). Foi um dos dias mais difíceis de volta/despedida (ok Larissa, pode parar de chorar agora também), e eu vim no ônibus com uma sensação de falta, de que tudo estava indo bem, mas que coisas faltavam para completar o resto da minha felicidade. E eu queria que o feriado tivesse passado menos rápido, e me apaixonei de novo. Dessa vez não por uma pessoa, mas pelo pôr-do-sol da vista daqui de casa.



E então, conformada de que eu teria que me acostumar com a minha nova vida na cidade grande, resolvi respirar a poluição e ver com os meus próprios olhos a agitação da grande São Paulo. Tomei café na Starbucks, visitei o MASP pela segunda vez e voltei para casa no aperto do metrô. Sabe que nesse dia eu me senti infinito? Ou quase, pelo menos. Me senti feliz, me senti em casa e pude perceber, finalmente, que meu lugar é aqui.




Mas como qualquer pessoa que mora longe, voltar para casa é sempre bom, né? Visitei a minha antiga escola para matar as saudades (mesmo não tendo lá nenhuma pessoa que eu estudei junto no ensino médio, praticamente hehe), passei um tempo com pessoas que não tinha passado antes e olha, me fez muito bem. É engraçado o quanto pessoas que não são tão próximas são capazes de se preocuparem mais com você do que sei lá, suas amizades mais duradouras e intensas. Mas eu percebi que sim, têm pessoas muito fofas no mundo que se importam de verdade comigo e olha, esse dia foi muito especial pra mim.

Também revi pessoas que não via há muito tempo, e percebi que amizades vêm e vão, mas isso não é necessariamente o fim do mundo. Aprendi que muitas pessoas saíram da minha vida, mas que não foi por maldade delas, sabe? É que sei lá, acontece. É questão de fase, momento, coisas que estão rolando em cada época. Eu finalmente entendi que algumas pessoas saíram da minha vida porque queriam, mas não porque começaram a sei lá, me odiar (?) haha. Talvez a minha importância na vida delas não fosse mais a mesma, e eu não posso me culpar por isso...

Também percebi a minha própria importância para minha vida.




Comecei a trabalhar, e meus dias se tornaram mais corridos e ocupados. Me distraio todos os dias e penso cada vez menos nas coisas que me deixam mal - aquelas que, no meio de tudo certinho, acabaram indo ao contrário. Todas essas horas fizeram com que eu parasse de pensar nas músicas tristes, e que eu parasse de ouví-las e pensasse em coisas que também me deixavam, hm, melancólica. É que as músicas, fotos e textos marcam momentos que a gente vê depois que não deveriam marcar, porque tudo vira um fragmento meio triste, meio... Sei lá. Quando a gente tropeça em algo bom, parece que tudo fica ruim, né? Não deveria ser assim, mas acontece. Normal.



E em 2 semanas de trabalho tudo finalmente passou. Tudo aquilo, sabe... A saudade, o sentimento de incompleto, a minha não adaptação por estar tão longe do lugar que passei 17 anos, longe das pessoas que mais amo e mais me conhecem. Não digo que passou 100%, mas foi um progresso, viu? Tenho amado cada dia mais minha nova cidade, meu novo lugar, meu novo local de estudo e meus novos amigos. Tenho conhecido pessoas novas, conversado muito com estranhos, falado da minha vida como se conhecesse a pessoa há muito tempo, cuidado das minhas contas e comprado coisas para ocupar a geladeira. Dizem que eu mudei, espero que para melhor. Acho que daqui para a frente as coisas tendem a subir, e eu estou me permitindo, me dando uma nova chance. De uma forma diferente da de quando eu vim para cá, no dia 18 ou 19 de março, mas sim de verdade agora. Porque eu sou assim. Quando acumulo muitas coisas ruins, tudo vai embora junto com tudo de bom. E eu me torno assim, eu mesma, comigo e com meus sonhos mais uma vez, percebendo que sou capaz de correr atrás do que quero e olha, me sinto muito bem por ser desse jeito. Acho que agora tô mais leve, levando as coisas menos a sério e, mesmo que gostasse do meu jeito ~intenso~ de ser, nada do que eu sinto merece virar uma novela mexicana haha. A não ser meu futuro e tudo aquilo que me fará ser uma pessoa melhor, dia após dia. 





Daí me olhei no espelho e percebi que meu cabelo tinha crescido mesmo, me vi feliz e percebi que meu antigo lar era maravilhoso, mas que as minhas oportunidades e sonhos aconteceriam somente aqui. E eu não me arrependo de nenhuma escolha, de nenhuma perda, de nada que eu tenha me agarrado e me colocado onde estou agora. Sou uma pessoa que corre atrás do que quer, sim, mas que não perde as chances quando as vê pela frente. O antes era ótimo, mas o agora é muito melhor, e tudo que eu perdi sei que vai ser posto de volta à minha vida talvez em um dia, talvez em meses ou até anos, mas de uma forma muito maior, muito melhor. Eu acredito em destino, e depois do dia 17 (olha, meu número da sorte), vi que ele existe mesmo! Tá tudo interligado, se algo não acontece agora, mais para a frente você entenderá a resposta, e será recompensado com algo muito melhor. E hoje só tenho a agradecer pelas coisas que vieram, e pelas ~surpresas~ que estão por vir (aguardem! haha).


Acho que, acima de tudo, foram semanas de aprendizado. Aprendi coisas em um tempo que talvez não teria aprendido em anos, e me sinto orgulhosa por isso. Acho que com as coisas dando certo, só falta mesmo tudo aquilo que a gente sempre pediu e não entendeu porque nunca veio. Sabe de uma coisa? Você só vai ter aquilo que quer muito quando tudo estiver encaminhado, de nada adianta ganhar um presente se tá tudo uma bagunça e você não tem onde guardar ele, certo?

Ufa! Me desculpem pelo post gigantesco, mas eu tinha que escrever para mostrar somente uma coisa, enfim: que sonhos não se realizam, a menos que você vá atrás e faça algo para eles se realizarem.

Um beijo para quem leu, e até o próximo post. 

Um comentário:

  1. LAAAAAAAAARIS DO CÈU!!!! AMEI DEMAIS ESSE POST! Que maravilhoso <3 Eu já estou me sentindo mais ou menos assim...

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