26 de agosto de 2014

Exceção


Acho que desaprendi a escrever, se é que isso é possível. Eu decoro textos, posto frases e dou conselhos prontos, mas botar para fora meus sentimentos parece impossível. Como num texto da Bruna Vieira, acho que eu criei um escudo do escudo. Camadas e mais camadas de proteção, um muro à minha volta, paredes concretas de puro medo. Talvez me entregar de vez como eu sempre fiz seja uma solução, mas também pode me ferir de novo. Vai saber? E é por isso que eu prefiro não arriscar.

São tantas coisas ao mesmo tempo! Sonhos realizados, metas cumpridas, auto-confiança estabelecida. As coisas mudam muito rápido em pouquíssimo tempo, isso eu já percebi. O engraçado - e o que me dá alívio - é que, no fim das contas, eu continuo sendo a mesma. Só meu coração que está um pouco mais guardadinho.

Por isso, para mim mesma, eu não peço nada. Tô bem, tô zen, tô nessa de não ligar para o mundo, então tá tudo certo. Acho que nós passamos muito tempo de nossas vidas ligando para coisas desnecessárias, efêmeras, afinal tudo sempre passa. Coisas boas, maravilhosas, ruins, terríveis; tudo tem um fim. Que pena ou ainda bem - depende de como você encara a situação.

E é por isso mesmo que, para o universo, eu só peço uma coisa: eu reconheço meu valor, sei que as pessoas fazem o mesmo, até mesmo aquela exceção da minha vida, do meu escudo e proteção. E eu quero que continue assim - pois querer conquistar alguém que conquista e cativa tanta gente, é difícil. Mostrar para a pessoa o quanto se é diferente e especial, só depende de nós mesmos. Eu aprendi a gostar de mim, agora estou pronta para ser amada pelo mundo. Ou apenas pela minha exceção, já que isso é o suficiente para mim. E é só isso que eu peço.

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