1 de agosto de 2013

Mas nada vai conseguir mudar o que ficou


Eu sempre fui muito fiel comigo mesma, sabe? Mas confesso que hoje em dia as pessoas me falam certas coisas que me fazem parar no tempo e pensar no que eu era, no que sou e no que quero me tornar. Não é novidade que as pessoas adoram "rotular" as outras, como se fossem latas de legumes em conserva. E agora, ao escrever essas quatro linhas de texto, passa um flashback pela minha cabeça, aqueles filmes de dois segundos que nos fazem refletir por nossa vida inteira. Eu poderia me arrepender de muita coisa. Tenho uma mente confusa, acho que na verdade isso é um perigo para a sociedade. Posso mudar a qualquer instante. Quão grande e formosa é a explosão que existe dentro do meu ser! Quão sincera! Não tenho medo de ser quem eu sou, nunca tive. E esse medo espero nunca ter. Pois todo mundo gosta de impor sua opinião, no fundo todo mundo tem vontade de gritar para o universo "Me aceitem do jeito que sou, eu quero ser assim. Eu gosto de ser assim e não vou mudar!". Mas a verdade é que a sociedade sempre se encolheu. 

Às vezes me sinto muito triste. Outras vezes muito alegre. Viu? Mudo de assunto muito rápido, enjoo muito rápido. Acho que é vontade de conhecer/fazer outras coisas. Vontade de viver. A insegurança me assombra, embora pareça que sou muito segura de mim, na verdade sou sensível demais. Há muita sensibilidade nas minhas insensibilidades. Há muitos gritos no meu silêncio. Talvez o mundo e as pessoas tenham me deixado um pouco menos sensível. Porque antes achava que o mundo era demais para mim. Esse sistema. Essa sociedade. O medo estava presente comigo em quase todas os momentos. Os pensamentos rápidos e dolorosos da ideia de que algum dia eu tinha que ser alguma coisa. Não basta ao mundo que eu seja eu? Apenas o que sou?! 

E de repente lembro-me que o mundo não quer você, só o que você tem a oferecer. É claro que é nossa obrigação participar pelo menos parcialmente disso tudo. Mas não podemos em hipótese alguma nos perder de nós mesmos. Não podemos esquecer que temos uma essência, um coração, um guia. Eu tenho uma missão, você tem, todos temos. Devemos então parar de dar tamanha importância para os cruéis e egoístas julgamentos humanos. Quão impiedosos são! Me tornei outra pessoa, isso é fato. E queria que alguém me notasse mais, ansiava para que me vissem além do que me tornei, implorava para que sentissem minha essência, desejava que tocassem minha alma... Ah, poético demais!

Parei. Parei de ligar para os rótulos postos em mim. Parei de querer dos outros. Parei de me humilhar por migalhas de consolo. Agora quero de mim. E está tudo tão diferente. O tempo passa rápido demais. Tenho muita coisa pela frente. Meu último desejo é que nunca me esqueça de que sou especial, diferente. E que a vida... Ah, meu amigo, a vida continua! Voltei a acreditar na mágica em que acreditava quando criança. Tenho certeza que minha vida será muito mais bonita. 

"Mudaram as estações e nada mudou 
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu 
Está tudo assim tão diferente 
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar 
Que tudo era pra sempre 
Sem saber 
Que o pra sempre, 
Sempre acaba!" - Renato Russo

A Giovanna Custódio é a autora da vez! Ela tem 15 anos, ama escrever e não sabia sobre o projeto, mas assim que ficou sabendo mandou o texto dela. Vocês podem saber mais sobre Gi no blog dela, só clicar aqui. E se você também ficou afim de mandar seu texto, só anexar para o e-mail doceapego@hotmail.com com o assunto "Você no blog". 

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