27 de abril de 2015

TAG: perguntas aleatórias


AI QUE LINDAS NA FOTO, SOCORRO HAHAHAHHA. Essa mina aí tava me enchendo o saco pra gravar vídeo comigo faz tempo, e num dia desses e tal conseguimos <3 escolhemos uma tag de perguntas bem aleatórias pra fazer por que a gente sabia, sim, que ia ficar super engraçado.

Estar com a Rafa e não rir pelo menos 90% do tempo é impossível.

Espero que vocês gostem, relevem as babaquices (a gente não falou sério em grande parte do tempo), sigam a Rafa no instagram e curtam a página dos Demodês no face hehe. Propaganda sim! Eles merecem :)


~as perguntas da tag~

1. Com o que você não pode sair de casa sem?
2. Marca favorita de maquiagem nacional e internacional?
3. Qual sua flor favorita?
4. Loja de roupa favorita?
5. Perfume favorito?
6. Saltos ou rasteiras?
7. Cor favorita?
8. Qual seu hidratante favorito?
9. Você pretende se casar?
10. Você se irrita fácil?
11. Você rói unhas?
12. Você já chegou perto da morte?
13. Onde você estava a 3 horas a trás?
14. Você está apaixonada?
15. Qual foi a ultima vez que foi ao shopping?
16. Você assistiu algum filme nos últimos 5 dias?
17. O que você está vestindo agora?
18. Última comida que vc comeu?
19. Qual seu animal favorito?
20. Quais seriam suas férias dos sonhos?
21. Quais seus planos pra hoje à noite?
22. O que você está ouvindo agora?
23. Você coleciona alguma coisa?
24. Você come fast food?
25. Qual o seu time?
26. Refrigerante favorito?
27. Suco favorito?
28. Qual o tipo de filme você gosta?
29. Qual estação você mais gosta?
30. Qual esporte você pratica?
31. Como você se auto-define?
32. Que tipo de musica você gosta e as que você não gosta?
33. Qual o seu chocolate favorito?
34. Qual o dia do seu aniversário?
35. Última musica que ouviu?

Coloquem na maior qualidade do vídeo pra ver mais bonitinho a gente, haha. Beijos e até o próximo post 

Ansiedade


Nervosismo. São essas e outras que me fazem roer as unhas, tirar a pele, respirar fundo e tomar chás em busca de alívio.

Por que, afinal? E se não tiver porquê? E se tiver mas nada disso adiantar, nenhum refúgio aliviar, nada nos juntar? 

Quando eu era menor e assistia às novelas na televisão, via casais dando errado e se separando o enredo inteiro para, no fim, ficarem juntos. E eu pensava comigo mesma "por que eles complicam tanto? por que não ficam logo, falam o que sentem um para o outro e tudo se resolve?".

Aí a gente cresce e vê que nada é tão simples assim. As pessoas não são obrigadas a nos tratar bem só porque queremos, tampouco porque gostamos delas ou algo do tipo. O que gera sentimento de ilusão, depois decepção e, por fim, nervosismo. A gente tenta se conformar com o vazio de sentimentos vindo do outro lado, mas anseia por um sim. A gente tenta superar o não mas ainda tem esperança de algo que possa acontecer, do nada, quando menos esperamos.

Pena que as coisas não funcionam desse jeito.

Mas a partir de hoje eu parei, e os vícios e manias da ansiedade serão deixados de lado junto com os pensamentos e sonhos que me perseguiam.

14 de abril de 2015

Eu que não amo você


Eu que não fumo queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais nesse último mês
Senti saudade, vontade de voltar
Fazer a coisa certa: aqui é o meu lugar
Mas, sabe como é difícil encontrar
A palavra certa, a hora certa de voltar
A porta aberta, a hora certa de chegar

Eu que não fumo queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais nesse último mês
Eu que não bebo pedi um conhaque pra enfrentar o inverno
Que entra pela porta que você deixou aberta ao sair
O certo é que eu dancei sem querer dançar
Agora já nem sei qual é o meu lugar
Dia e noite sem parar procurei sem encontrar
A palavra certa, a hora certa de voltar
A porta aberta, a hora certa de chegar

Eu que não fumo queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais nesse último mês
Eu que não bebo pedi um conhaque pra enfrentar o inverno
Que entra pela porta que você deixou aberta ao sair

Reticências: ordem de despejo


Nem sempre quem tem casa tem lar. Conheço gente que mora no abraço do amigo.” (Sérgio Vaz)

Estava dando uma olhadinha breve no twitter e entre um tweet e outro me deparo com essa frase. Já havia lido muitas outras vezes, mas pela primeira vez ela me fez pensar. Me fez pensar naqueles dias em que tudo que nós queremos é um abraço sem hora nem data marcada. Aquele abraço que surpreende e conforta aquilo que nem havíamos nos dado conta que estava nos afligindo. Mas têm dias que queremos um abraço bem específico, com remetente já conhecido. E por mais que a gente já tenha o nosso lar, com o nosso jeitinho, nossas coisas e a nossa cara, ele não é suficiente. Queremos fazer daquele lar já conhecido o nosso lar provisório, e não uma colônia de férias em que a gente se diverte, vive momentos únicos, aproveita e depois vai embora. E faz falta, sabe? A gente cede uns quadrinhos nossos para decorar aquelas paredes, borda a toalha de mesa com lembranças, ignora o som da TV e o único barulho que importa é o da nossa conversa (e das nossas risadas que parecem ensaiadas, de tanta sincronia). E a cama nem precisa ser grande... a menos que seja para pôr o coração, porque aí precisaremos da casa toda. E deve ser por isso que queremos morar lá de vez: parece (pode ser só impressão!) que o coração coube certinho naquele lugar. Sem falta, nem sobra.

Mas a gente tem que se acostumar. É claro que não existe nenhum outro lugar igual aquele e, agora, é nele, só nele que a gente quer ficar. Mas quando a ordem de despejo chega, não tem o que fazer. Também é sempre possível recorrer, mas até para isso tem hora certa. A gente deixa que o dono da casa rearranje seu canto, coloque as coisinhas de volta em seus respectivos lugares, deixe tudo arejado e espera que não empilhe aqueles quadrinhos numa caixa para o lixeiro levar. E depois que o lar já estiver organizadinho, com todas as janelas e portas abertas, a gente pensa em voltar e recorrer aquela ordem que a vida nos impõe. Pode até parecer que estamos ao léu, de tanta falta que voltar naquele lar nos faz, mas posso te dizer: ninguém nunca está. Há tantos outros braços e abraços em que a gente também pode caber certinho, mesmo que tenha AQUELE, o que a gente sente falta... Sem falar que absolutamente nada é permanente, não é verdade? Porém, enquanto isso, podemos passar um tempinho em outros hotéis, curtir a piscininha, e ter tratamento de hóspede cinco estrelas... Porque quando chegar a hora, não há NADA que te impeça de morar no abraço daquele amor que você não vai mais sair. Ou você entra de vez no que já visitou, ou procure a imobiliária mais próxima!

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Ana Beatriz Florêncio 

19 anos, estudante de publicidade, sagitariana, ama gatos e vez ou outra fala com o papel.