18 de abril de 2014

Reticências: Falar


Esses dias comecei a ler um livro da Martha Medeiros, muito conhecido e bem falado por aí. Achei no sebo e, curiosa como sou, já estou quase acabando sendo que comecei a ler sei lá, semana passada. Não achem que tô demorando, ok? Essa semana foi de provas e trabalhos na facul, então me perdoem também pela falta de post, rs. As crônicas são ótimas e muito inspiradoras, ela escreve do jeito que eu gosto de escrever e ler. São coisas que ela passa na vida e que pronto, tá lá virando texto. Aí me deparei com um escrito que não podia passar batido, apesar do título pequeno. Ele me chamou muita atenção, e é um daqueles textos que contam direitinho o que tu tá passando na vida, sabe? Mesmo que não se encaixe exatamente para você, se encaixa na situação toda. Não poderia deixar de compartilhar, leiam e comentem, pois aposto que vão gostar 

PS.: O nome do livro é Doidas e Santas, assim que acabar de ler faço resenha!

"Já fui de esconder o que sentia, e sofri com isso. Hoje não escondo nada do que sinto e penso, e às vezes também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento. 


Assisti ao filme Mentiras Sinceras com uma pontinha de decepção - os comentários haviam sido ótimos, porém a contenção inglesa do filme me irritou um pouco. Porém, nos momentos finais, uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração. Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir. E eu pensei: como é fácil libertar alguém de seus fantasmas e, libertando-a, abrir uma possibilidade de tê-la de volta, mais inteira. 

Falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é este tipo de nudez que nos atrai. 

Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente, se sabe. 

Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados. 

Tão banal, não? 

E no entanto esta banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras. Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ela é - ou foi - importante? Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca. Dizer, simplesmente.

A maioria das relações - entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos - se ampara em mentiras parciais e verdades pela metade. Pode-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora: dar ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade. Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou, ao menos, se não souberem o essencial. E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois. 
         
Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou. Somos sádicos e avaros ao economizar nossos "eu te perdôo", "eu te compreendo", "eu te aceito como és" e o nosso mais profundo "eu te amo" - não o "eu te amo" dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o "eu te amo" que significa: "seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo".

Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimí-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas."

Martha Medeiros, 02 abril de 2006

9 de abril de 2014

ootd: autumn


Uma das coisas boas de se morar com o primo mais novo é que a gente pode fazer ele de fotógrafo quando precisa (risos). Fazia tempo que não tirava fotos para o blog e lembrei desse lindo que me ajudou hoje <3 Até que eu gostei bastante do resultado - tirando os chinelos atrás que ele falou que não dava para ver mas no fim dava, mas ok. Não reparem.


O coturno é da Qix e parece Dr Martens haha, o vestido é Régis Paes e o cardigã é Clock House. Ah, o anel de bigodinho eu comprei na 25 de março.












Eu usei essa roupa pra ir na facul hoje, esse outono tá só amor né <3 amo vestido, coturno e cardigã, e os três juntos me fez maix felix.

PS.: Eu tenho postado pouco no grupo do blog no fb, mas quem quiser entrar, fiquem à vontade: aqui ó.

Espero que tenham gostado! Beijos e até a próxima 

6 de abril de 2014

6 on 6 | april (random)


Acho que o 6 on 6 de hoje vai ser o mais aleatório de todos os tempos. Na verdade eu nem lembrava mais desse projeto e nem sabia que dia era hoje, daí percebi que era dia 6 e não quis deixar mais um mês de fora. Peguei umas fotos beeem aleatórias da minha câmera que eu tirei essa semana (até porque nem tive tempo de fotografar melhor ou com um tema específico), e dei uma editada. Não muito, porque não curto fotos com muita edição. E aí está!! Tem eu chateads na parede e eu com o casal mais coco do mundo hehehe. Espero que gostem, lindjos.






Quando eu morava em Itanhém não tinha absolutamente nada pra fazer, mas aqui tem bastante coisa que até me deixa confusa! hahaha espero que ainda tenha muitos posts com fotos aleatórias da semana assim, pois é sinal de que ela foi produtiva!

Beijos e até o próximo post 

1 de abril de 2014

Tudo que desejo


Procuro, no meio de detalhes
encontrar algo que me mostre o inverso da incerteza
Nada agora parece tão distante quanto a ideia abstrata,
quanto os pensamentos em minha cabeça

Já não sei ao certo o que sinto
não sei nem mesmo de onde tudo vem
O tudo que são os meus sentimentos,
sensações que não divido com ninguém

Queria por um momento conseguir entender
tudo que me cerca
Queria deixar de demonstrar
Queria ser vazia
Queria poder

Poder ser tudo o que quero
Tudo que peço
Tudo que preciso
Tudo que não posso

Mas nada é possível no momento e nas circunstâncias
Ao menos quando está ao meu lado
E eu esqueço de tudo o que quero
E eu me lembro de abandonar o passado

31 de março de 2014

Um dia na redação da Capricho!


Nem acredito que há dois dias fui na redação da minha revista preferida! Vocês já devem estar cansados de saber que um dos meus maiores sonhos é trabalhar na revista Capricho, e depois que eu visitei a editora Abril, tive mais certeza ainda do que eu quero! Eu e mais 6 meninas da minha sala fomos visitar a redação por causa de um trabalho da faculdade, e foi demais <3 Quem nos mostrou todo o lugar foi a fofa da Isa Otto (quando eu fui pré-selecionada pra Galera ano passado, ela que me ligou pela primeira vez!), mas nós entrevistamos o Thiago Theodoro (editor-chefe) e a Tati - SIM, aquela que abre todas as edições da revista (que agora é mensal), com um "oi da editora". Foi tudo tão incrível que eu tirei várias fotos e foi até difícil de escolher apenas algumas. Mas espero que gostem das selecionadas.



O primeiro lugar que a gente visitou foi o acervo de moda e MEU DEUS, que lugar mais maravilhoso. Eu quase não saí de lá, tem taaanta coisa linda! A Isa disse que quando vai chegando muita coisa e começa a encher, eles fazem - dentro da redação - um sorteio. Porém a maioria dos calçados são número 38/39/40, aí ela nunca consegue ganhar nada. Eu também não ganharia :( hahaha.






Depois do ~closet~ da redação, fomos na TV Capricho <3 a decoração é linda, deu vontade de roubar tudo pra colocar no meu quarto! Eu fui lá na sexta, e fiquei sabendo que na quinta a Bruna Vieira tinha ido também e apareceu na TV, sendo entrevistada pela Fê Catania. Por pouco não conheço ela, minha gente. PS.: tá faltando uma Lari na foto, ela chegou depois.










A redação não é tão grande como muita gente imagina, mas é como eu sempre pensei. Cada corredor é tipo uma seção - tem a parte de beleza, a de entretenimento, a das redes sociais (no caso, quem cuida do site da revista), e lá no fundo tem a parte de arte. Eu consegui falar com todas as pessoas que trabalham no site e eu acompanho no fb, achei tãaao legal. Falei com a Fê Catania (a que faz o "rolê com a Fê" na revista), e ela disse que tava em Los Angeles e tinha ido entrevistar o Logan Lerman e a Emma Watson. Ok então né. Falei com a outra estagiária que eu conheço também, a Gabi. E com a Fê Meirelles (a que foi pra Las Vegas com a Bru no começo do ano passado). Todo mundo foi bem simpático com a gente e nós nos sentimos super à vontade!







Viram como tudo lá é muito fofinho? Beeem a revista hahaha e essas aí por último somos eu e a Isa. A gente também gravou uns vídeos da redação, mas quando eu aprender a editar vídeos de um jeito legal (risos), venho aqui e mostro pra vocês, promise <3

Espero que tenham gostado! Beijinhos e até a próxima.