24 de abril de 2014

doidas e santas ♡


As crônicas da Martha Medeiros são daquele tipo que eu gosto de ler - escrita fácil, que desperta curiosidade e, na maioria das vezes, faz eu me identificar com o que está registrado. Por essa razão eu gostei bastante do livro Doidas e Santas, que reúne cem crônicas dos mais variados temas e assuntos; eles vão desde a vida pessoal da autora, até indagações da vida e, não podendo ficar de fora, casos amorosos. A obra é da L&PM Editores, e teve sua primeira edição lançada em 2008. 



O legal da escritora, é que ela se inspira em tudo quanto é coisa da vida; não só da dela, mas de tudo o que ela vê ao redor. É como se ela passasse por algo, mesmo que pequeno, e dali tirasse uma história e tanto, com reflexão e moral, virando, assim, uma crônica. Claro que não são somente coisas que ela passa, mas também que ela vê, presencia, ouve... Foge um pouco daquela coisa totalmente romântica como nos textos que vemos no tumblr, sabe? Ela consegue falar de tudo, mesmo! Por essas e outras eu recomendo muito esse livro.







Depois de lê-lo inteiro uma vez, e algumas vezes mais os meus textos preferidos, me inspirei bastante na Martha e até acho que comecei a escrever mais livremente, sem me prender na minha forma de sempre. Sem contar que meu vocabulário melhorou/aumentou bastante! Nada melhor que ler algo que nos identificamos tanto <3

Já falei da Editora, né? Pois o livro tem 231 páginas, folhas amareladas e uma fonte ótima - as crônicas não são super longas, e elas mesmas são os capítulos. O livro pode ser encontrado na Saraiva, no Submarino e na Americanas.

PS.: Já postei aqui um dos meus textos preferidos do livro, senão o que eu mais gostei.

Beijos e até o próximo possst 

23 de abril de 2014

how do we fall in love?


Não sou de compartilhar coisas no fb (aliás desativei ele hoje, mas logo volto pelo blog), mas esses dias tenho lido coisas excepcionais que me dão vontade de compartilhar, curtir, reblogar, retwittar e mostrar para o mundo. Dá um certo aperto no peito quando nos identificamos tanto com algo, ao mesmo tempo em que dá um alívio ao saber que não somos os únicos a passar por tal situação. Achei um blog bem legal esses dias, o Desiluminância (pena que não postam há bastante tempo :/), e tinha um texto de um livro que eu achei incrível - tanto o escrito, quanto as partes do livro. Não tem porque eu não compartilhar com vocês se fiz igual com um da Martha Medeiros, né? haha

“Você não cai de amores como se caísse em um buraco. Você cai como se estivesse flutuando no espaço. É como se você pulasse para fora do seu próprio planeta para visitar o planeta de outra pessoa. E quando você chega, tudo parece diferente: as flores, os animais, as cores das roupas que as pessoas usam. É uma grande surpresa se apaixonar, porque você pensava que tudo estava bem no seu próprio planeta. E isso é verdade, de certa forma, mas aí alguém mandou um sinal para você através do espaço e a única forma de visitar esse lugar era dando um enorme salto. E lá está você, caindo na órbita de outra pessoa, e de repente você decide juntar os dois planetas e chamá-los de “casa”. E você pode trazer seu cachorro. Ou seu gato. Seu peixinho dourado, hamster, sua coleção de pedras, todas as suas meias esquisitas. (Aquelas que você perdeu – e até os buracos delas – estão nesse novo planeta que você descobriu).
E você pode chamar seus amigos para visitar vocês. Ler suas histórias favoritas um para o outro. Aquela queda foi realmente o grande salto que você teve que dar para estar com alguém com quem você quer estar sempre. É isso.
PS: você tem que ser corajoso.”
Simmm, você tem que ser corajoso.

22 de abril de 2014

ootd


Tô naquela fase da vida em que metade das coisas estão dando certo, e outra metade tá naquelas (isso lembra um pouco esse texto que eu fiz, já leu?). Ok, né? Nada na vida é perfeito, um mar de rosas, tudo lindjo. Eu aqui em São Bernardo confesso que tenho sentido muita falta de Itanhaém ("ai eu não gosto de praia" "eu amo cidade grande" hahaha POIS É, MAS É ISSO MESMO), e tô indo pra lá quando dá, tipo uma semana sim e outra não - é? acho que é isso. Enfim, esse feriado teve rodeio - ano passado eu fui em quase todos os dias e postei aqui as fotos -  mas dessa vez só fui em um, do Luan Santana. Foi o quarto show que fui dele, sdds quando eu era fã #mentira. Acho que ainda tá rolando show até quarta, não tenho certeza, mas cá estou eu para mais uma semana puxada de faculdade e provas. É, e já tá na hora de eu dormir risos, espero que gostem do luók 



A camisa é Local Motion, a saia tá com a etiqueta cortada (:/), e o coturno de sempre é da Qix. Tô boba com o tamanho do meu cabelo <3 hahaha

Beijos e até o próximo post!

18 de abril de 2014

Reticências: Falar


Esses dias comecei a ler um livro da Martha Medeiros, muito conhecido e bem falado por aí. Achei no sebo e, curiosa como sou, já estou quase acabando sendo que comecei a ler sei lá, semana passada. Não achem que tô demorando, ok? Essa semana foi de provas e trabalhos na facul, então me perdoem também pela falta de post, rs. As crônicas são ótimas e muito inspiradoras, ela escreve do jeito que eu gosto de escrever e ler. São coisas que ela passa na vida e que pronto, tá lá virando texto. Aí me deparei com um escrito que não podia passar batido, apesar do título pequeno. Ele me chamou muita atenção, e é um daqueles textos que contam direitinho o que tu tá passando na vida, sabe? Mesmo que não se encaixe exatamente para você, se encaixa na situação toda. Não poderia deixar de compartilhar, leiam e comentem, pois aposto que vão gostar 

PS.: O nome do livro é Doidas e Santas, assim que acabar de ler faço resenha!

"Já fui de esconder o que sentia, e sofri com isso. Hoje não escondo nada do que sinto e penso, e às vezes também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento. 

Assisti ao filme Mentiras Sinceras com uma pontinha de decepção - os comentários haviam sido ótimos, porém a contenção inglesa do filme me irritou um pouco. Porém, nos momentos finais, uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração. Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir. E eu pensei: como é fácil libertar alguém de seus fantasmas e, libertando-a, abrir uma possibilidade de tê-la de volta, mais inteira. 

Falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é este tipo de nudez que nos atrai. 
Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente, se sabe. 

Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados. 

Tão banal, não? 

E no entanto esta banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras. Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ela é - ou foi - importante? Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca. Dizer, simplesmente.

A maioria das relações - entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos - se ampara em mentiras parciais e verdades pela metade. Pode-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora: dar ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade. Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou, ao menos, se não souberem o essencial. E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois. 
         
Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou. Somos sádicos e avaros ao economizar nossos "eu te perdôo", "eu te compreendo", "eu te aceito como és" e o nosso mais profundo "eu te amo" - não o "eu te amo" dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o "eu te amo" que significa: "seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo".


Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimí-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas."

Martha Medeiros, 02 abril de 2006