6 de setembro de 2013

Eu queria te dizer muitas coisas


Queria te dizer que, não me pergunte porque, fiquei horas adiando esse texto. Não sei se porque a inspiração para um começo faltava, ou se porque eu estava com medo de colocar meus sentimentos na tela de um computador de novo. E compartilhar com outras pessoas. Daí comecei da forma mais tosca possível. Com o próprio título.

Mas a verdade é que eu tenho pensado nessa frase ultimamente, all the time. Da última vez em que te chamei pra sair e você não foi, muitas palavras ficaram engasgadas na minha garganta do tipo "preciso sair daqui!", mas então eu as deixei lá, guardadinhas. Trancadas. Questão de raciocínio. A gente às vezes quer falar muita coisa, gritar para os 7 mares e ventos, falar ao primeiro estranho que vir na rua, mas a coisa não funciona desse jeito. Não para mim. Não agora, depois de tudo o que passei e amadureci.

Acho que escrever ao invés de falar é uma boa alternativa. Você lê isso aqui se quiser, vem me questionar depois se quiser, ou fica na sua se quiser também. Faça o que bem entender, as palavras são minhas, os sentimentos são meus e eu coloco onde eu quero. Não cito nomes, mudo exemplos e fatos, mesmo que no final tudo fique na cara e pouco sutil. Que seja. Meu jeito.

Eu queria te falar, afinal, o quanto te odeio. E o quanto me odeio por usar frases tão clichês em relação à... você. Mas eu odeio não conseguir te odiar, e o fato de não conseguir me afastar. Eu tento e você volta, eu solto e você puxa, eu largo e você agarra. Eu sei o que é bom pra mim, e tento de todas as maneiras possíveis me fazer bem. Porque eu sei que eu posso. Mas aí você vem com o seu jeitinho, com as suas conversas, com os seus dilemas, e o romantismo vem à tona. Porque afinal, ele nunca saiu de mim, certo? Certo.

Eu queria te falar que não quero mais falar com você. Não quero que você venha atrás de mim, me procure, me diga oi ou que sentiu minha falta. Não que você alguma vez tenha me falado isso depois que foi embora, mas enfim. Queria que você entendesse que quando eu encontrar outra pessoa, o negócio vai ser pra valer. Que não vai rolar continuar conversando com você, porque a outra pessoa vai estar lá e eu necessito te esquecer. E se você me perguntar se eu ainda gosto de você, eu não vou saber o que responder. Juro. Acho que preciso te ver de novo para ter certeza, ou apenas ouvir sua voz... Ops. Ouvi. Deixa pra lá.

Queria que você soubesse o que eu acho dessa história. Sim, meu caro, para mim foi uma história, não me importa o que você acha. Foi um de cada lado, diferenças e desencontros, tudo pela metade, mas foi. Não é? Então pronto. E desculpa esse meu jeito, mas depois de você, fiquei mais mandona. Precisei mandar mais em mim, para acabar com esse seu domínio sobre  a minha pessoa.

Queria te falar milhares de coisas, mas fico calada. Sento, penso e relembro, leio e folheio, sinto e pressinto. Você você você. Motivo das minhas últimas 3 noites de sonhos estranhos e pensamentos aleatórios ao passar do dia. Que bom que não é mais todo minuto e segundo. É só de vez em quando.

Não falo porque acho melhor deixar as coisas do jeito que estão. E porque não suportaria te tirar da minha vida desse jeito. Se for pra você sair, que você saia porque quer. No fundo, é isso o que eu quero. No fundo, eu gosto de você por perto. No fundo, eu sei a resposta para a sua possível pergunta. Que eu não acho que você vá perguntar na verdade, mas é sempre bom estar ciente e com uma resposta pronta.

Eu vou falar que não sei, mas eu queria te falar que... Sim, eu ainda sinto. Mas deixa pra lá.

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